quarta-feira, 16 de julho de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA

Livros de atividades

As atividades previstas no currículo escolar, ou que fazem parte do no livro didático impresso, podem ser personalizadas para usuários de CA. Para disponibilizá-las em sala de aula o professor especializado deverá receber, do professor de sala comum, estas atividades, com a antecedência necessária para que ele possa construí-las.



Descrição de imagem:

O livro de atividades sobre animais domésticos, selvagens, aquáticos e em extinção pode ser construído com o figuras e recortes. O Livro de Atividades possui uma prancha de símbolos móveis para que o aluno destaque o símbolo e cole, com Velcro, no campo de resposta correspondente, esse material pode ser utilizado com alunos que tenham comprometimento na área da comunicação como: autistas, deficientes físicos ( Paralisia cerebral).
Com esse material o professor da sala de ensino regular pode trabalhar os conteúdos do currículo, onde o mesmo terá condições de identificar se o aluno esta tendo aprendizagem é através deste material que o aluno poderá se expressar em relação ao conteúdo específico.


http://www.ama-ba.org.brhttp://www.trabalhosfeitos.com/ensaioshttp://www.autismo.org.brhttp://www.universoautista.com.br

terça-feira, 15 de julho de 2014

ATIVIDADE DE RELACIONAR IMAGENS AS LETRAS





Cartelas com figuras e letras do alfabeto, feitas em papel cartão ou cartolina.
Para fazer esta atividade o professor vai precisar de papel cartão, cola, tesoura, pincel e figuras.
É tudo muito simples, prático e rápido, mas torna o aprendizado muito prazeroso para essas crianças, eles vão relacionar a letra inicial com as figuras e também aprender os sons fonéticos, assim esses alunos só tem a ganhar, com atividades lúdicas na sua de aula ou sala de AEE, também como sugestão a  professora pode envolver toda a turma, trabalhando o processo inclusivo.
Para alunos com autismo a partir dos 6 anos de idade.

O professor poderá utilizar essas cartelas como prancha de comunicação para o aluno que tem dificuldades para comunicar-se, além de favorecer a interação entre os grupos.

domingo, 8 de junho de 2014

TGD- ESTRATÉGIAS E RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA


As estratégias e recursos de baixa tecnologia tem o intuito de apoiar os alunos com TGD em seu desenvolvimento de habilidades comunicacionais e na sua interação social.
Os recursos aqui apresentados são utilizados com pessoas com transtorno Global do Desenvolvimento-TGD, podem ser aplicados com pessoas de 03 a 15 anos de idade, em sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de informática. Citaremos  alguns tipos de recursos de baixa e alta tecnologias.
RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA:
Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Eye-gaze - pranchas de apontar com os olhos que podem ser dispostas sobre a mesa ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocado na vertical.
Avental - é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.
 Comunicador em forma de relógio - o comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando um acionador.
A CA área da tecnologia Assistiva, que destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever, pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Tem o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação que devem ser construídas juntos com o aluno. pranchas de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário, principalmente pessoas com TGDs.
O termo Comunicação Aumentativa e Alternativa foi traduzido do inglês Augmentative and Alternative Communication - AAC. Além do termo resumido "Comunicação Alternativa", no Brasil encontramos também as terminologias "Comunicação Ampliada e Alternativa - CAA" e "Comunicação Suplementar e Alternativa - CSA".
Cartões de comunicação


Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar"); laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").
PCS
Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.
Prancha com símbolos PCS

Descrição de imagem:
Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).
Que tipo de recursos podemos criar com o Boardmaker?
Como já mencionado, o Boardmaker permite a construção de materiais que serão impressos e utilizados pelos usuários da CA.
Conhecendo os desafios educacionais que os alunos enfrentam no cotidiano escolar e utilizando-se de muita criatividade, o professor especializado poderá criar os recursos de comunicação e acessibilidade necessários aos seus alunos por meio das várias ferramentas de seu Boardmaker. Abaixo vamos descrever e ilustrar algumas ideias de aplicação deste software.
Atividades educacionais acessíveis: Com o Boardmaker você pode criar várias atividades educacionais para garantir acessibilidade e participação de alunos que utilizam a CA em sala de aula. Lembre-se da importância da interlocução entre o professor do Atendimento Educacional Especializado, que construirá os recursos de acessibilidade, e o professor da sala de aula comum. Sem conhecer o plano de ensino do professor da sala comum, com seus objetivos e atividades previstas, será impossível propor, construir e disponibilizar os recursos de acessibilidade para o aluno.
O professor especializado deverá também ensinar as estratégias de utilização destes recursos para o aluno, seu professor, para os colegas, comunidade escolar e família. Desta forma ajudará a todos a entender e a utilizar estas ferramentas de acessibilidade.
Vejamos alguns exemplos de atividades personalizadas com o Boardmaker: Atividades escolares: Essas atividades podem ser utilizadas com crianças com TGD


Descrição das imagens:
Três atividades foram construídas para que o usuário da CA possa responder questões apontando os símbolos gráficos PCS. A primeira pede para apontar os animais; a segunda para apontar os vegetais e a terceira para apontar os minerais.
Abaixo de cada questão visualiza-se uma série de símbolos gráficos com imagens representativas dos três reinos da natureza
Utilização de outras imagens digitais nas produções com o Boardmaker
Você poderá introduzir novas imagens no seu Boardmaker e assim ampliará sua biblioteca de símbolos. As novas imagens poderão ser capturadas na internet, extraídas em banco de imagens, fotografadas com câmera digital ou também escaneadas de materiais impressos. Você poderá arquivar as imagens digitais na biblioteca do Boardmaker o que permitirá sua fácil localização para uso em produções futuras. Abaixo algumas fotos ilustram trabalhos feitos com o Boardmaker que utilizaram imagens capturadas de diversas origens.


Descrição de imagem:
Uma prancha de comunicação foi construída com fotografias e apresenta os símbolos "luva", "pantufa", "calça", "cão", "melão", "casaco", "telefone", e "rosa".

Descrição de imagem:
Com fotografias escaneadas de um cardápio foi montada uma prancha de comunicação temática, para comprar o lanche.
Visualizamos as imagens dos sanduíches, copo de refrigerante, salada e embalagem do lanche. Estas mesmas imagens aparecem organizadas numa prancha de comunicação.

Referências:
Blogs de TA
Blog Dra. Miryam Pelosi - Tecnologia Assistivahttp://miryampelosi.blogspot.com/

Blog Bica - Cnotinfor
http://bica.cnotinfor.pt

Blog Tecnolologias da Informação e Comunicação na Promoção da Aprendizagem
http://nteassistivas.blogspot.com/
Blog Tecnologias Assistivas na Educaçãohttp://grupo4deftec.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de abril de 2014

INFORMATIVO SOBRE SURDOCEGUEIRA E DMU



Conceito de SURDOCEGUEIRA

“Aquele que possui dificuldades visuais e auditivas, independentemente da sua quantidade”. ( Xerpa, 2002. p.01)

Sudocegueira é uma condição que apresenta outras além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez...”

 Segundo Mclnnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte”.

 
Conceito de DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

“Caracteriza o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas”. (MEC-2006)

A primeira necessidade básica dos alunos que têm surdocegueira  e deficiência múltipla e a dificuldade de comunicação e esquema corporal.

Algumas ações devem ser desenvolvidas para que o aluno possa adquirir um sistema de comunicação.
  • Organizar o ambiente ao seu redor, a estrutura, a rotina, usando todos os canais sensoriais;
  • Dar oportunidade de: controlar o meio (situação, objetos, pessoas); expressar suas necessidades e receber uma resposta adequada a elas;
  • Oferecer rotinas estruturadas que sejam do gosto da criança e devem ter Início e Fim claros;
  • Utilizar caixa de antecipação ou as pequenas divisões que irão propiciar a interação;
  • Usar rotinas diárias e sequenciais;
  • Criar diversas relações sociais, vínculos e mensagens;
  • Criar uma relação de confiança e segurança, que sirva de base para desenvolver a comunicação por meio de vivencias cotidianas dentro de um ambiente ativo;
  • Criar situações nas quais sejam criadas oportunidades de comunicação e interação;

sábado, 8 de março de 2014

RESUMO DO TEXTO: EDUCAÇÃO ESCOLAR de PESSOAS com SURDEZ

Resumo Educação Escolar de Pessoas com Surdez Atendimento Educacional Especializado em Construção (Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira) A política de educação do Brasil vem buscando a formação do ser humano em todas as suas concepções, procurando colocar no centro a questão humanística, social e cultural, valorizando as diferenças de cada ser. Dentro desta concepção se concebe uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, dando observância a pessoa com surdez inclusa na escola regular. De acordo com Damázio: “uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoa com surdez, tem se tornado promissor no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais”. Isso se deve a quebra de paradigmas de inclusão X integração, onde o aluno tem que ser visto como ser completo, independentemente de ser diferente ou não, na inclusão esse aluno é visto dentro das suas potencialidades, buscando se desenvolver de acordo com suas competências e habilidades. Mas para que isso aconteça, muitas questões e desafios, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e base epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem caminhos conscientes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.(Damázio,p.47,2010) Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Há de se considerar que essa pessoa possui todo um potencial do corpo biológico humano e da mente humana, onde canalizam e integram os outros processos perceptuais cognitivos a tornando assim, uma pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem. É preciso construir espaço de comunicação e interação amplo, possibilitando que as línguas tenham o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo, Damázio (2010). A escola inclusiva deverá estar direcionada a construção desse espaço, pois é através da interação entre o sujeito, o objeto e o meio é que se acontece aprendizado, para aprender de forma significativa a pessoa com surdez precisa ser estimulada e desenvolvida nos processos perceptivos, linguísticos e cognitivos, tornando se assim sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidades para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais gestuais, mas também ler e escrever as línguas em entornos e, se desejar, também falar. Por isso, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo cognitiva. Obviamente, são pessoas que pensam, raciocinam e que precisam, como as demais, de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos.(Damázio,p.50,2010). Para que isso aconteça à abordagem bilíngue, legitimada pelo decreto 5626 de 5 de dezembro de 2005, precisa ser observado pelo poder público e pelo currículo escolar, Onde determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. (Damázio,p.52,2010) Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez por meio da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos. Esse atendimento tem como função organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à independência social, afetiva, cognitiva e linguística da pessoa com surdez na escola e fora dela. O AEE PS, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem. As diferenças desses alunos serão respeitadas, considerando a obrigatoriedade dos dispositivos legais, que determinam o direito de uma educação bilíngüe, em que Libras e Língua Portuguesa escrita constituam línguas de instrução no desenvolvimento de todo o processo educativo. Dentro desse contexto é importante oferecer a pessoa com surdez no AEE PS os três momentos: Atendimento Educacional Especializado de Libras, Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado da Língua Portuguesa.