sábado, 8 de março de 2014

RESUMO DO TEXTO: EDUCAÇÃO ESCOLAR de PESSOAS com SURDEZ

Resumo Educação Escolar de Pessoas com Surdez Atendimento Educacional Especializado em Construção (Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira) A política de educação do Brasil vem buscando a formação do ser humano em todas as suas concepções, procurando colocar no centro a questão humanística, social e cultural, valorizando as diferenças de cada ser. Dentro desta concepção se concebe uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, dando observância a pessoa com surdez inclusa na escola regular. De acordo com Damázio: “uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoa com surdez, tem se tornado promissor no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais”. Isso se deve a quebra de paradigmas de inclusão X integração, onde o aluno tem que ser visto como ser completo, independentemente de ser diferente ou não, na inclusão esse aluno é visto dentro das suas potencialidades, buscando se desenvolver de acordo com suas competências e habilidades. Mas para que isso aconteça, muitas questões e desafios, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e base epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem caminhos conscientes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.(Damázio,p.47,2010) Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Há de se considerar que essa pessoa possui todo um potencial do corpo biológico humano e da mente humana, onde canalizam e integram os outros processos perceptuais cognitivos a tornando assim, uma pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem. É preciso construir espaço de comunicação e interação amplo, possibilitando que as línguas tenham o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo, Damázio (2010). A escola inclusiva deverá estar direcionada a construção desse espaço, pois é através da interação entre o sujeito, o objeto e o meio é que se acontece aprendizado, para aprender de forma significativa a pessoa com surdez precisa ser estimulada e desenvolvida nos processos perceptivos, linguísticos e cognitivos, tornando se assim sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidades para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais gestuais, mas também ler e escrever as línguas em entornos e, se desejar, também falar. Por isso, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo cognitiva. Obviamente, são pessoas que pensam, raciocinam e que precisam, como as demais, de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos.(Damázio,p.50,2010). Para que isso aconteça à abordagem bilíngue, legitimada pelo decreto 5626 de 5 de dezembro de 2005, precisa ser observado pelo poder público e pelo currículo escolar, Onde determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. (Damázio,p.52,2010) Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez por meio da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos. Esse atendimento tem como função organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à independência social, afetiva, cognitiva e linguística da pessoa com surdez na escola e fora dela. O AEE PS, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem. As diferenças desses alunos serão respeitadas, considerando a obrigatoriedade dos dispositivos legais, que determinam o direito de uma educação bilíngüe, em que Libras e Língua Portuguesa escrita constituam línguas de instrução no desenvolvimento de todo o processo educativo. Dentro desse contexto é importante oferecer a pessoa com surdez no AEE PS os três momentos: Atendimento Educacional Especializado de Libras, Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado da Língua Portuguesa.